sexta-feira, fevereiro 05, 2016

Alembrou-me

terça-feira, janeiro 19, 2016

Toada de GNR

Por GNR entenda-se Grupo Novo Rock, a banda na qual pontifica Rui Reininho.

Do seu trabalho "Mosquito", que conta com uns anos, há uma composição musical feliz: Bem-vindo ao passado.

Dispensando-me de analisar a letra, ela veio-me à cabeça por causa de um exercício que levei a cabo ainda agora: limpar a caixa de e-mails.

Quando a dita caixa conta com alguns anos de fundação, natural é ter milhares de e-mails completamente inúteis que merecem incineração. Foi o que fiz.

Ora, se há inutilidades, também há um regresso ao passado, passado tão longínquo que é quase novo.

Dos indícios de outros tempos de estudante, até outros conducentes a alturas mais recentes, a vida é, como em tantas outras coisas, uma soma positiva das comunicações que efectuamos com terceiros.

De e-mails de pessoal que já faleceu e de outros que passaram, vê-se tudo.

O que foi e o que podia ter sido.

O que foi escrito e não devia.

Até que... matte kudasai!

Vê-se um e-mail com piropos do trolha. Do pai que deve ser terrorista, porque a fulana é uma bomba. Ou pergunta-se à fulana se ela se alivia numa caixa de areia, porque é uma verdadeira gata.

Quando se tem uma certa idade, e só aí, percebe-se que nada é circular. Especialmente o tempo.

terça-feira, janeiro 05, 2016

Trinta.

sexta-feira, dezembro 18, 2015

Num jantar de Natal

Todos te desejam as melhores felicidades. Prescreveram as oportunidades recentes. Entra um novo ano. A verdade é uma. Cerrar punhos.

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Inapto.

De Novembro até este momento, várias etapas da minha vida foram, sucessivamente, acabando.



Ontem foi mais uma.



Este texto é para quem o escreve. Para que haja mentalização de algo que nunca se apreciou: não farei jamais o que quero. Farei o que me deixarem.



Havia duas profissões que gostava de ter exercido. A primeira deixou de ser hipótese bem cedo. A segunda faleceu ontem.



 Sinto-me uma pessoa portadora de deficiência.

sexta-feira, dezembro 04, 2015

Tempo e Espaço

Pessoas há que gostavam de viajar no tempo.

Quando tinha 6 anos, ou 7, lembro-me bem de ter ficado uma série de dias a pensar se isso seria possível ou não e, caso fosse, como seria o choque de ver o atraso ou o progresso. Penso que foi a propósito de um filme em que os heróis viajam no tempo e voltam à altura de Jack, O Estripador, tentando saber qual a sua identidade.

De alguma maneira, perdi esse interesse. De há anos para cá, há uma frase de Ortega y Gasset que ecoa qual bomba a rebentar nos meus ouvidos: "O homem é o homem e a sua circunstância"

Uma viagem ao futuro não é turismo, como não o é uma viagem ao passado. Seria sempre uma viagem definitiva. Seria sempre revelador. Demasiado. Seria desvirtuar a "circunstância".

Mas, hellas, há excepções.



Perto do Natal

Estava a fumar à porta do Tribunal do Barreiro.

Apareceu um senhor de poucas posses que me apertou a mão.

Seguidamente, disse-me que não tinha dinheiro e que estava sem comer há alguns dias.

Pediu-me que lhe pagasse uma refeição num café ali ao lado.

Dirigimo-nos ao café e eu perguntei se podia pagar com cartão MB. Tal hipótese foi-me vedada. Fui, então, levantar dinheiro a uma caixa ali perto.

Ele ficou no café.

Quando lá cheguei, estava ele a pedir meia dose de cozido, o prato do dia.


sexta-feira, novembro 20, 2015

Ciclicamente



Como dizia, isto, esta, é cíclica.

Conheci-a algures em França, tocada a partir de um álbum chamado "Pano Cru", de Sérgio Godinho.

Fica para sempre, como o que é bom, mas também o que é mau. Paradoxo engraçado.

 Hoje foi lançado o site que "publicita" (palavra maldita neste meio) os meus serviços.

Sou, agora, uma Call Girl digital.